LABICUAJE e LABIQUANTIUM em amendoeira, Lleida

Avaliação da eficácia dos produtos LABICUAJE e LABIQUANTIUM na melhoria da frutificação da amendoeira (Prunus dulcis).
caso exito almendro 2

Ensaio

Local: Llardecans, Lérida, Espanha.

Cultura: Prunus dulcis (amendoeira) da variedade autofértil "VAIRO" sobre porta-enxerto "INRA GF-677″ de viveiros comerciais, plantada em junho de 2017. A gestão da parcela experimental (rega, fertilização, controlo de pragas e infestantes) foi realizada de acordo com as regras da Produção Integrada (Resolução ARP/1883/2018). O quadro de plantação tinha 7m x 6m e o sistema de formação utilizado foi o vaso clássico. O ensaio baseou-se na realização de diferentes tratamentos com aplicações de LABICUAJE em duas doses diferentes (3 e 5 kg/ha) e no último tratamento, aplicando a dose máxima (5 kg/ha) juntamente com 2 L/ha do produto LABIQUANTIUM.

Estes três tratamentos foram comparados com um TEST sem aplicações. Não foram aplicados outros fitofortificantes, fito-reguladores, bioestimulantes ou nutrientes durante o período de estudo.

Datas: março de 2022.

Aplicações: Foram realizadas duas aplicações dos produtos, nos estádios F (floração) e G (queda das pétalas)(Figura 1) em duas doses diferentes(Tabela 1). A aplicação do produto foi efectuada por via foliar, simulando uma aplicação convencional através de uma motobomba de alta pressão, com um consumo aproximado de 100 litros/ha. As folhas e os frutos foram molhados sem atingir o ponto de "escorrimento"(Figura 2).

FIGURA 1. Estádios fenológicos (F e G) no momento da aplicação dos produtos.
FIGURA 2. Desempenho de uma das aplicações foliares efectuadas durante o ensaio.
Calendário dos pedidos
NÃO.TratamentoProdutoDosagem (kg ou L/ha)Não. aplica-se.Fase F (floração)Fase G (queda das pétalas)
T1TESTEMUNHA-----
T2LABIN 1LABYCLAB32XX
T3LABIN 2LABYCLAB52XX
LABIQUANTIUM22XX
T4LABIN 3LABYCLAB52XX

QUADRO 1: Tratamentos, produto, dosagem, calendário de aplicações e época de aplicação.

Todas as aplicações coincidiram com os tratamentos efectuados na exploração comercial para a prevenção de doenças como a monilinia e a mancha ocre. Por conseguinte, estas aplicações não devem ser efectuadas intencionalmente, mas devem ser aproveitados os tratamentos para o controlo das principais doenças da amendoeira.
As árvores selecionadas na exploração eram de igual vigor, volume e potencial produtivo. A significância dos valores médios dos parâmetros analisados nas diferentes amostragens foi estabelecida utilizando o procedimento estatístico ANOVA do pacote estatístico SAS e a comparação das médias em cada parâmetro através do teste de Duncan (alfa<0,05).

Resultados

Fitotoxicidade

Não foi observada qualquer fitotoxicidade ou alteração no decurso do ensaio, nem nas folhas nem nos frutos, atribuível à aplicação de qualquer dose do produto testado. Durante o ensaio, não se observaram alterações nas folhas nem nos frutos, atribuíveis à aplicação de qualquer dose do produto testado.

Avaliação do conjunto de frutos

A figura 3 mostra os resultados da frutificação na primeira avaliação efectuada 7 dias após a segunda aplicação. De notar que este ano, a variedade VAIRO foi 5 dias mais precoce que a média dos últimos 10 anos. Na figura, podemos ver que a variedade VAIRO teve uma frutificação normal nesta primeira avaliação com valores médios de 16,2%. Em todos os tratamentos houve um aumento da frutificação das amêndoas (de 18,1% para 23,2%). O tratamento com melhores resultados, com um aumento de 7% em relação ao TESTE, foi o T3, LABIN 2 (aplicação de LABICUAJE e LABIQUANTIUM no mesmo tratamento).

FIGURA 3. Enraizamento de frutos (%) da variedade "VAIRO" na avaliação de 4 de abril de 2022.

Estudo económico

Considerando a situação normal de uma produção de 2000 kg de amêndoas/ha para o tratamento TESTIGO, e considerando que o aumento da frutificação é diretamente proporcional a 100% do aumento da produção, temos os seguintes rendimentos por tratamento;
TESTIGO: 2000 kg de amêndoas/ha
LABIN 1: 2038 kg de amêndoas/ha (aumento da frutificação de 1,9% em relação ao TESTIGO)
LABIN 2: 2140 kg de amêndoas/ha (aumento da frutificação de 7% em relação ao TESTIGO)
LABIN 3: 2050 kg de amêndoas/ha (aumento da frutificação de 2,5% em relação ao TESTIGO)

Observámos aumentos de 38 a 140 kg de miolo/ha, graças aos tratamentos LABIN com os produtos LABICUAJE e LABIQUANTIUM.
Se o preço da amêndoa for de 3 euros por kg de miolo, os ganhos são os seguintes:
LABIN 1: 114 euros/ha
LABIN 2: 420 euros/ha
LABIN 3: 150 euros/ha

O lucro varia entre 114 e 420 euros por hectare.

Assumindo os seguintes custos de aplicação dos produtos: LABICUAJE a 7 euros/kg e LABIQUANTIUM a 9,5 euros/L. Obteremos um lucro total por hectare da seguinte forma:
LABINA 1: 114 euros-42 euros= 72 euros/ha
LABINA 2: 420 euros-110 euros= 310 euros/ha
LABINA 3: 150 euros-70 euros= 80 euros/ha


Ganhos de 72 a 310 euros por hectare com os tratamentos LABIN

Conclusões

  • Os produtos LABICUAJE e LABIQUANTIUM não apresentaram qualquer fitotoxicidade nasdoses e nos tempos aplicados nas condições de ensaio.
  • O produto LABICUAJE (T2) melhorou a frutificação da amêndoa em relação ao TESTIGO em 1,9% e em T3, quando o LABICUAJE e o LABIQUANTIUM foram aplicados em conjunto , a melhoria em relação ao TESTIGO foi de 7%.
  • Um aumento da dose do produto LABICUAJE, quando aplicado isoladamente, não resulta em diferenças significativas em termos de aumento da frutificação inicial.
  • É evidente que quando o LABICUAJE e o LABIQUANTIUM são aplicados conjuntamente nas fases F e G da cultura da amendoeira, obtém-se uma sinergia entre eles, o que leva a um aumento substancial da frutificação dos futuros frutos.
  • O agricultor ganhará entre 72 e 310 euros por hectare ao efetuar os tratamentos LABIN neste ensaio.
  • É interessante poder estudar se esta mesma aplicação em pós-colheita podeaumentar as reservas das árvores, bem como a indução e a diferenciação para oano agrícola seguinte.

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